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Como orar?

Diferentemente da opinião de muitos, orar não é difícil – pelo contrário, é uma das ferramentas mais simples e poderosas recomendadas por Cristo e pelos apóstolos aos cristãos –, mas muitos dos nossos tornam essa prática difícil por acreditarem em fantasmas e dificuldades que, na verdade, não existem ao orar. Por isso, o que, segundo a doutrina, deveria ser simples como um hábito e manifesto em todo cristão, tanto no cotidiano individual quanto nas casas de oração, é visto por alguns de modo tão supersticioso a ponto de parecer um desafio|1|. E, novamente, não é.

Antes de demonstrar a simplicidade da oração, importa entendermos o que ela é. Nas Sagradas Escrituras, não há versículos buscando definir uma oração. Em vez disso, encontramos Nela trechos contendo ensinos e exemplos do orar|2| pelos quais podemos afirmar isto: a oração é toda comunicação de alguém para com Deus. Desse modo, ela é para nós relevante por permitir nossa interação direta com Deus.

Em nossa denominação, dois “tipos” de oração predominam nos santos serviços, de modo geral: a Dominical, vulgarmente chamada ‘do Pai nosso’, e a espontânea. Enquanto a Dominical é a recitação do exemplo de oração dado por Jesus|3|, a espontânea consiste de qualquer oração destinada a uma ou mais necessidades momentâneas. Por não se tratar de uma repetição, a do segundo caso pode soar como uma oração mais difícil, embora não seja. Aliás, não existe um protocolo rígido para fazê-la e, no lugar disso, recomenda-se apenas iniciá-la invocando a Deus|4| e encerrá-la no nome do Senhor Jesus|5| – claro, de joelhos, como Cristo costumava orar ao Pai. Normalmente, entre o início e o término da oração, uma ou mais causas do momento podem ser rogadas, apresentadas ou agradecidas a Deus, com poucas palavras|6|.

Além dessas recomendações, existem outras importantíssimas como a da irmandade orar em suas casas, porque, primeiramente, isso a aproxima de Deus e, posteriormente, prepara-a para futuras necessidades que exijam uma oração a Deus.

Notas

|1| Infelizmente, muitos dos nossos irmãos, inclusive alguns mais antigos na doutrina, defendem erroneamente as orações feitas exclusivamente pelo Espírito Santo como as únicas corretas, embora não sejam. Isso porque, ainda que existam belíssimas orações inspiradas pelo Espírito, não é bom limitar-nos sempre a isso, pois a oração, ao contrário do senso comum, não é um dom, mas uma obediência ao Evangelho de Cristo que ordena “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; […]” (Mateus 26.41).

|2| Alguns deles são Gênesis 25.21, I Samuel 1.10, II Reis 20.2, Jonas 2.1, Habacuque 3, Lucas 22.40-44 e Tiago 5.13.

|3| Mateus 6.9.

|4| Similarmente à “Oração do Pai Nosso”.

|5| Porque “[…] tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14.14).

|6| Pois “orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos” (Mateus 6.7).